Texto: “Eu”

Espelho

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Olá, pessoal!

Sabemos que não há amor pelo outro sem amor a nós mesmos. Não precisamos brigar para dizer que nos amamos, mas às vezes, há certas coisas que precisamos fazer, por nós. Quando há abuso do outro lado (seja físico, seja emocional: grosseria, indiferença, humilhação, ofensa, boicote etc.), às vezes precisamos nos posicionar e isso pode soar um pouco “agressivo”.

Responder na mesma moeda uma ofensa é tornar-se tão baixo quanto quem ofende. Ambos estão enaltecendo o orgulho, esquecendo da paz, do perdão: do amor. Mas quando há “invasão” à nossa dignidade, responder pode ser não um ato de orgulho, mas sim, de autovalorização. De autoamor.

Emocionalmente, sinto-me como aquelas mulheres que apanhavam do marido e um dia conseguem dizer: “você não encosta mais a mão em mim”. Porque aceitar maus tratos não é ser cristão, ser paciente nem compreensivo. É não se respeitar. Eu dei, de fato, o melhor de mim em ponderações, mas minhas atitudes foram entendidas como “dela eu posso abusar”, ainda que de forma inconsciente.

Por isso, escrevi o texto a seguir (em 12/02/2013),  aceitando-me como sou (certos ou errados, se não fizermos isso, nunca cresceremos!), admirando o que eu fiz. Ainda que não tenha obtido resultados favoráveis, mas não dizem que muitas vezes a viagem vale mais do que o destino?

Abraços,

Camila

”   EU

O descanso de tela mostrava uma foto minha sorrindo, com uma blusa florida que eu adoro, em um lugar onde eu estava fazendo o que amo: Paraty, Literatura. E tudo desabrochou em mim…

Antes, eu havia, chorando, deixado o computador, buscando o apoio das minhas melhores amigas. Fiz isso porque descobri o mistério: quem é a atual namorada do homem que eu verdadeira e puramente amei. Ao longo de toda minha vida, que reconheci ao vê-lo, aos 26 anos. Casado. Quem eu amei em silêncio e bem de longe, rezando para que a esposa fizesse feliz, enquanto parecia possível, enquanto parecia certo. Por quatro anos.

Todos já conhecem esta história, basta ler meu livro ou textos antigos.

Eu não sou a favor ou contra casamentos; a favor ou contra divórcios; a favor ou contra as mulheres (homens) que chegam primeiro ou por último: sou a favor do amor. Onde quer que ele esteja (salvos alguns impedimentos nobres, como filhos ou situação familiar complicados, doenças na família, causas sociais – quando sinceras e não desculpas para o medo de amar etc.)!

Desde menina, o amor sempre foi o que me moveu. Dentre seus tipos, o amor afetivo conjugal. A fé em algo muito melhor do que estamos acostumados a viver. Ao longo do caminho, havia descoberto o quanto havia “errado a mão” e dado mais atenção a este sentimento que a um ainda mais importante – o amor a si. Não, não falo de egoísmo, o que confunde e impede muitos de iniciarem este caminho. Falo de algo parecido superficialmente, mas em essência, tão distante, como o autoamor.

Hoje, com o coração em chamas, mais uma vez, vi-me, então, na tela do computador, sorrindo com flores. Como sou bonita! Sinto saudades do meu sorriso contagiando quem me cerca!

Adoro capuccino! Adoro ler. Adoro cachorrinhos. Acredito em Deus, em Jesus, na evolução da alma. Sou escritora. Falo do amor. Isso é lindo! Eu admiro quem tem sensibilidade. Eu admiro quem acredita no amor. Eu admiro quem tem fé. Eu admiro quem vê além das aparências, pois, muitas vezes – não sempre, mas muitas vezes! – elas enganam. Admiro quem sorri. Quem vê sempre o lado bom das coisas – e das pessoas. Quem se relaciona a dois por amar, não por todas a infinitas razões parecidas que podem nos distrair. Quem não tem vergonha de chorar, de demonstrar sentimentos – aceitá-los, primeiramente, do jeito que são, dentro de si. De assumir que é humano. Quem preza a sinceridade mais do que “a ideia do que irão pensar caso eu a demonstre”. Quem ama sem esperar nada em troca, pelo sentimento em si. Porque isso basta. De fato, basta.

Também admiro a inteligência. Gosto de quem pensa rápido, que guarda informações na mente, quem dirige bem, dança, canta, toca, é eficiente no trabalho ou tem um lugar de destaque (quando isso é o resultado material de uma virtude interior). Quem tem lucidez, clareza de ideias, mente aberta (não no sentido de não ter padrões e viver com a alma desgovernada, mas quem se desprende do óbvio e, curioso, indaga sobre o que ainda está oculto. A mente aberta que nos torna sábios, não promíscuos, sem personalidade. A mente aberta que nos faz seguros, não perdidos).

Mas não é só isso… Quando amo, não o faço a uma técnica bem desenvolvida, em qualquer setor do aprendizado da vida… Levo em conta o caráter, a bondade, a simpatia, a força ou qualquer outro atributo que venha da alma. Compadeço-me de quem ainda ama as formas: o título, a habilidade, a beleza física que, quando acompanhada de um coração vazio, torna-se puramente estética, superficial. Porque um acidente pode limitar o corpo ou uma grosseria estragar toda astúcia, a velhice levar a beleza.

Todavia, quem tem caráter, força, simpatia, conseguirá desempenhar bem qualquer papel, aprender qualquer coisa, porque modifica o que está a sua volta, não depende disso para ser quem é. Porque o que realmente importa, está dentro.

Admiro, então, a mim! Ainda que, devido às dificuldades, eu tenha titubeado; e ainda que tenha, em alguns momentos, por duvidar, querer logo a materialização para só assim, amar (e toda a dúvida tenha, sim, me desesperado), quando volto a acreditar, volto a me aceitar e posso afirmar, então, que eu tenho sim, isso que aprecio. Eu acreditava no amor, mas quando a paixão acontecia diante dos olhos, eu me encolhia e achava-a maior. Não é!

Sou imperfeita, e isso eu também aprendi. Tenho ainda muito mal dentro de mim. Mas eu não deixo mais ele me dominar. No final das contas, busco ser boa. Sou feliz, porque já tenho este tipo de luz a me guiar. Eu venço, quando chega o fim.

Não importa mais com quem ele esteja. Não importa mais que tenha me magoado. Nos separamos, embora, na prática (e apenas na prática desta realidade relativa, de verdades e mentiras materializadas), nunca tenhamos nos “juntado”. Mas ficou o mais importante: meu amor, eu. Meu amor por mim.

Jamais eu teria coragem de rejeitar friamente o sentimento de uma pessoa que teve a coragem de amar sem esperar nada em troca. Por tanto tempo. Refiro-me ao gesto, não ao fato ou não de sentir, pois isso, não escolhemos.

Não é porque eu fiz, mas eu sempre me rebaixei, e hoje mereço ouvir de mim: é algo admirável! Que merece respeito, honestidade. Se toda esta dor aconteceu, o problema não está somente em mim. Não se trata mais de culpar a ele. Mas defender a mim. Não preciso, novamente, me sentir menosprezada por ele ter me rejeitado. Esta dor, esta vida que ele escolheu, “não me pertencem mais”.

Claro, não fui (e não sou) perfeita. Tanto posso recair, como errei. Mas errei querendo acertar. Errei por lutar pelo amor, não por capricho pessoal. Esta dor, todavia, não irá mais me derrubar. Eu acreditei. Eu amei. Isso, nada nem ninguém pode me tirar. Sou feliz! ”

 

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