Diário Bienal – parte 2

Boa tarde, pessoal!

Segue a continuação do registro de meu primeiro dia na Bienal do livro, no dia 19/08.

A foto foi tirada da entrada do pavilhão.

Boa leitura!

“…  Cada corredor corresponde a uma letra, para que seja possível localizarmos stands dentro do pavilhão.

Percorri cada um e explorei cada stand apreciando livros, estórias, registros, vendo autores, alguns editores e esquecendo um pouco do mundo lá fora…

Algumas editoras não têm preços promocionais, mas há outras onde pode-se comprar livros já mais baratos que na loja. Além disso, em algumas, além do desconto de preço de capa, há um desconto acumulativo: se levar dois livros, ganha 10% de desconto; 3 livros, 20% e houve alguns stands em que o desconto era de 40% acima de 4 livros. Fiz boas aquisições!

Eu havia ido à Bienal há aproximadamente 10 anos. Percebi o crescimento de editoras religiosas. Isso me deixou feliz também. Se um livro é um meio de democratização da informação, deve ser utilizado também para falar de coisas da alma, independente do segmento. Cada pessoa terá maior afinidade com uma ou outra crença. Precisamos respeitar todas. Aquela que prega a segmentação está negando-se automaticamente!

Gostei também das editoras de universidades federais ou estaduais. Há títulos muito interessantes!

Logo pela manhã parei em uma editora e perguntei a uma moça o preço de um livro. Ela disse que não sabia, mas sabia o preço de outro: o livro dela. Era uma autora, e estava divulgando seu trabalho! Ela me contou a estória de uma forma tão envolvente que eu não resisti: comprei seu livro. A trama parece ótima, o simbolismo da capa relacionado com a estória e ainda mais conversando pessoalmente com a autora não me deixaram dúvidas! Prometi a ela que quando terminar o livro, comentarei aqui. À época, aviso a todos! 🙂

Faço questão de divulgar seu blog e seu livro, “Kaori”, que quer dizer “perfume”, em japonês. A escritora é Giulia Moon, ed. Giz editorial. Para saberem mais sobre o livro, sobre ela, acessem o blog: phasesdalua.blogspot.com

Fiquei imensamente feliz por ver acontecer de perto, ao vivo, o que certamente viverei um dia acontecendo comigo: a divulgação do livro, da estória, o contato com os leitores, etc… Essa experiência foi extremamente importante para mim!

Mais à tarde, em outro stand, havia uma jovem lançando seu livro numa editora independente. Ela sentou à mesa, o cartaz de divulgação atrás, a pilha de livros à frente e os leitores curiosos: ou já na fila para o autógrafo, ou querendo saber sobre do que se tratava o livro. Sorri e imaginei a realização desta moça. Pensei: “Eu também estarei aqui. Quem sabe mesmo na próxima? Em dois anos, muita coisa irá acontecer!”.

Ao longo do dia visões como essas ficaram tão corriqueiras que já nem registrei mais suas peculiaridades…rs…

Pouco depois do meio-dia dirigi-me à praça de alimentação. Enorme! Consegui encontrar lugar para sentar, mesmo no meio de tanta gente. Senti apenas falta de coisas mais saudáveis para comer. Não há suco pronto, só se vende refrigerante. Há uma barraca de sucos, mas demorava, enfim, passei um “aperto” neste momento. Mas no meio da tarde parei para um cafezinho, e para isso havia boas opções!

No final do dia fui deixar as sacolas no carro (algo possível porque eu havia conseguido entradas extras, pois não é permitido entrar e sair. Só pagando novamente) e na volta, observando aquele “mundo de crianças” que ia embora com as “tias” com uma sacolinha na mão, esbanjando energia, conversei com um vendedor de água. Ele disse o que eu já havia observado: que há muito “catatau” na feira. Falando sobre crianças, disse: “O psicólogo já disse que bebê pensa na barriga da mãe e quando vem ao mundo pensa: ‘onde eu vim parar?’”. Várias reflexões a respeito desta passagem….

Fiquei mais uma hora e pouco pela feira após a saída e quando terminei o pavilhão, decidi que já era hora de partir. O contato com as editoras ficaria para o dia seguinte.

Cansada demais, vim sem problemas até o shopping Eldorado (quando a Marginal “funciona”, meu Deus, que maravilha!), onde comi uma deliciosa comida japonesa. Não aguentava mais pão ou massa em nada!

Meus pés me matam. Meu corpo dói, carreguei peso. Bem que me dizem: “Nossa, Camila, como sua bolsa é pesada!”. Ficar com ela o dia todo sem ter onde apoiar me fez concordar com eles… Rs… Foi então que vim tomar um cafezinho no Starbucks, de onde escrevo.

Mais um momento “reflexivo” do dia: pouco antes de sentar-me aqui, vi um menininho com o uniforme do meu antigo colégio, quando eu ainda morava na capital. Um filme passou pela minha cabeça. Quantas vezes eu também não saía da escola e ia a este mesmo lugar ou outros pela redondeza, como a casa da minha avó, e lembrei-me de uma vida bem diferente… É muito bacana vermos de onde viemos e onde estamos no momento…

É bom perceber que preferimos o “hoje” que o “ontem”. Sempre que viajo eu curto, aproveito, mas vejo como minha vida é perfeita, é exatamente o que necessito…

Bom, preciso ir… Estou escrevendo olhando para a Saraiva Megastore. Se eu disser que vou dar uma olhada, vocês acreditam? 😛  20h40”.

Pasmem: eu fiquei meia hora lá! 😛

Abraços,

Camila

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Diário Bienal do Livro – parte 1

Boa tarde, pessoal!

Estou de volta! Tive a oportunidade de fazer parte do Universo dos livros por dois dias! Há uma semana eu estava lá, e vim contar como foi a Bienal para mim! Se tudo der certo, semana que vem irei normalizar a publicação de contos. Já há mais dois em andamento!

O trecho abaixo foi transcrito de um bloquinho onde registrei à mão os momentos ao final do primeiro dia, quinta-feira,19/08/2010.

Produzirei um filme sobre o segundo dia. Uma coisa de cada vez…rs…

Abraço!

Camila

Bienal do Livro 2010 – Dia 1

São Paulo, 19/08/2010 – 20h05, Starbucks Café, shopping Eldorado

Lembro-me do dia em que anotei em minha agenda os dias da Bienal do Livro, meio ano à frente.

Eu planejava este evento com esperança e uma sensação de “muito longe”. O tempo passa depressa. A vida realmente é “agora”!

Durante esta semana, o cartão profissional que havia mandado fazer especialmente para isso não ficou pronto; por “n” detalhes técnicos que ficariam chatos de descrever, envolvendo cartucho de tinta, impressora e um computador que precisa ser formatado urgentemente, os manuscritos que eu traria para divulgar meu livro, caso houvesse oportunidade, não ficaram prontos.

Como se não bastasse, na véspera recebi uma ligação que poderia mudar o rumo de tudo e me impediria de vir; à noite fui apenas me despedir de minha irmã para terminar os preparativos da viagem, mas ao chegar em sua casa lá estava nossa melhor amiga. Tentação! Não resisti e conversamos por um looongo tempo, o que foi muito bom… Mas fui dormir bem tarde! Hoje cedo, antes de sair, minha irmã me ligou e não consegui parar de conversar…rs…

Não são fatos dignos de um roteiro de ação, mas foram pequenos obstáculos que me trazem a dúvida de sempre: já que há uma ordem em tudo e nada acontece por acaso, então, seriam estes fatos alertas sutis para que eu não viesse, ou obstáculos que ocorrem apenas para testar a minha vontade, e eu deveria mesmo seguir?

Abençoada pequena garrafa térmica que eu comprei quando ainda sonhava em ter um carro, e que sempre uso em viagens para trazer café. Hoje dormi pouco mais de 5 horas, e o meu normal é 7 ou 8 horas de sono. A garrafa foi muito útil!

Saí de Lorena 7h40 e entrei no Anhembi mais ou menos 10h40. A Bienal abria às 10h. Aquele congestionamento “básico” ao entrar na cidade. Houve uma vez, numa outra ida à capital, em que o trajeto na Marginal levou mais tempo que as duas horas necessárias para percorrer os quase duzentos quilômetros de estrada para chegar a São Paulo. Coisa da cidade!

Hoje ataquei de leitora. Fui “sentir” a feira. Consegui uma vaga bem na entrada do estacionamento. Bom, muito bom! Agora meus pés agradecem…rs…

Após driblar o “mar” de excursões – muitas crianças e jovens, fiquei feliz! -, entrei. Estava cheio, mas suportável. Fui tirar as primeiras fotos, mas adivinhem? A máquina estava sem bateria. Tudo bem…

Dá para imaginar um pavilhão enorme como aquele SÓ DE LIVROS? Senti-me no céu!…

CONTINUA…

Sobre Jornalismo e Literatura

Olá! Hoje é dia de bate-papo! Ao longo desta nova trajetória falarei sobre como eu cheguei até aqui e como vejo as profissões de jornalista e escritora.

Sou ainda um bebê engatinhando neste aspecto e tenho muito a aprender. Mas tenho alguma caminhada. Descobri que trabalhando sozinha ou em equipe, precisamos trocar informações e conhecermos pessoas que fazem o mesmo, para reforçarmos nossa identidade.

Vou segurar a vontade da escritora romancista em falar logo tudo de uma vez, contando uma longa estória, e esforçar-me para usar a objetividade da jornalista para escrever um post curto. A introdução não vale… rs… Começarei agora:

O começo de uma profissão que lide com palavras é, claro, ter afinidade com elas, o que seria uma característica técnica. É necessário, porém, um outro tipo de atributo: a auto-aceitação.

É fundamental num globo onde tudo está voltado para o corpo (trabalhos braçais ou ao menos que sirvam ao físico), entender que o trabalho para a mente também é essencial e não luxo.

O jornalista é o garimpeiro de informações úteis que nos faz refletir nosso cotidiano, denunciando erros, trazendo informação, consciência à população e, com isso, proporcionando mudanças. O escritor é o que organiza informações longas e promove o aprendizado ou quem faz o leitor sonhar e voltar mais inspirado para mudar esta realidade.

Para quem não exerce estas profissões, parece que o conteúdo jornalístico está pronto a ser divulgado. Uma matéria na TV de um minuto deve levar o quê, mais ou menos meia hora para ser feita? O layout de um jornal é um modelo pronto e é só ir juntando as matérias que o computador ajeita tudo, sem a necessidade de se contar palavras ou escolher qual matéria merece mais destaque?

E livros, nascem naturalmente da mente dos escritores, sem necessidade de pesquisa, reflexão sobre o tema e não há trabalho nem no conteúdo da criativadade, da estória, como em erros gramaticais, ritmo, contextualização?

Sobre o conceito errado de que “isso não deve dar trabalho” encontrei um artigo interessante no ramo do trabalho editorial. Não é sobre o trabalho do escritor, mas dos editores. O que é extremamente útil para nós também não termos este tipo de preconceito para com eles e para entendermos mais o nosso universo. Segue abaixo a parte 1, mas lá existe o caminho para a continuação:

http://www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=58459

Na área jornalística, não encontrei um dia-a-dia bem detalhado vivido por algum grande jornalista, como eu procurava. Então, colocarei uma matéria curta sobre um grupo de estudantes da minha região que viveu a experiência de fazer um jornal à cidade de São Luiz do Paraitinga, vítima das enchentes no início deste ano.

http://www.unitauvest.com.br/blog/?p=1279

Encontrei outra excelente, sobre o reporter Ricardo Kotscho:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=407AZL001

Boa leitura! Em breve novos contos e mais reflexões!

Abraço,

Camila Lopes Pigato

Fonte da imagem: http://laurams.files.wordpress.com/2008/07/escrita.jpg